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Archive for the ‘Sistemas Operacionais’ Category

A ciência dos proxys.

10/05/2009 Tuor 2 comentários

Proxy é o nome que damos a um servidor que envia requisições a outro servidor, servindo de intermediário entre este outro servidor e o cliente.

O proxy de segurança da empresa intercepta todas as conexões da rede local p/ internet, filtra os conteúdos e gera bloqueios.

Mas podemos driblar isso. Como? Com outro proxy! Fazemos uma conexão denominada “tunelamento” (tunneling). Esse tipo de conexão funciona com dois computadores e um servidor intermediário, ou seja, um proxy. A estratégia é usar uma porta livre da conexão e enviar pacotes de dados encriptados para o proxy. O proxy decodifica esses dados e os traduz para o segundo computador executar as tarefas de acesso. Por exemplo: se o proxy do Bom Jesus bloquear a porta 110, de pop3, podemos usar a porta 443, de http, para fazer uma requisição pop3 ao proxy externo. Esse proxy vai encaminhar o pedido ao outro computador, que vai fazer o acesso na porta 110, vai recuperar a informação necessária, vai devolver ao proxy e o proxy vai devolver a informação encriptada ao usuário. Essa estratégia é o tunelamento com anonimato, pois o proxy da empresa não consegue absolutamente nenhuma informação do que está sendo transferido pelo túnel.

Até agora, consegui uns 4 programas que podem auxiliar no tunelamento.

O UltraSurf é o mais conhecido e o mais rápido. Ele recupera uma lista de proxys da internet, avalia qual possui a conexão mais desafogada e se conecta automaticamente, mudando todas as configurações de proxy do windows automaticamente e redirecionando tudo pra porta 9666 do computador local. Ele faz conexões http e https. Com o UltraSurf podemos usar MSN e qualquer outro navegador para acessar qualquer conteúdo.

O problema do UltraSurf é que ele muda de proxy com muita rapidez e sem aviso. Isso pode interromper determinadas requisições e pode corromper downloads, impedir algumas páginas de carregar completamente, etc… Para downloads, podemos usar outro recurso.

 

Vidalia Bundle é um conjunto de programinhas para acessar os navegadores de uma rede de proxys chamada de “The Onion Router” (Roteadores da Cebola), ou TOR. O vidalia conta com um programinha chamado Privoxy, que encontra proxys que usam encriptação de dados, um programinha de acesso à rede TOR e para controlar o fluxo dos dados.

A vantagem do vidalia é manter a mesma conexão por tempo indeterminado. O vidalia permite configurarmos portas e ips que devem ser ignorados, permite localizarmos o servidor geograficamente mais próximo e com a banda menos movimentada, conectar via-SOCKS4 e 5. É excelente para usar gerenciadores de downloads em sites restritos, mas para navegar é muito mais lento que o UltraSurf e não é eficiente para rodar MSN.

Outra alternativa é o JonDo. JonDo é um programinha similar ao vidalia/TOR, mas mais fácil de usar. Ele permite selecionar entre um grupo seleto de servidores proxy, alguns pagos e outros gratuitos. Possui um controlezinho de velocidade e permite escolher entre navegação por tunelamento (anônima) ou por “proxy transparente”, o que não libera acesso a nada, mas atribui um outro IP ao usuário. O JonDo é menos popular que os outros dois, e por isso tem poucos servidores. Para quem paga é excelente, naturalmente. Para quem não paga, os outros dois são a melhor alternativa.

 

Alguns programas não permitem configurarmos proxy e muitas vezes ignoram solenemente as configurações do próprio windows. Um bom exemplo é o aplicativo de conexão remota do windows (mstsc). Para desviar esse empecilho, encontrei um programinha chamado “ProxyFirewall“. Ele funciona como um firewall: intercepta todos os programas que tentam se conectar pela rede. Quando ele identifica um programa tentando fazer um acesso externo, ele te pergunta se quer que esse programa seja tapeado pra usar um proxy. Podemos usar proxys privados (com senha) ou públicos (sem senha), através de SOCKS ou HTTP. Há ainda a opção de randomizar os proxys em um eterminado intervalo de tempo ou permanecer só com um ou ainda ignorar todos os proxys.

 Ficam as dicas…

 

UltraSurf (Versão 9.3):

Em options, proxy settings: deixem em auto-detect proxys. Isso basta.

O UltraSurf começa a funcionar no endereço 127.0.0.1, porta 9666.

 

Vidalia Bundle:

Execute o Privoxy. Pode fechar a janela, ele fica na bandeja da barra do iniciar.

Execute o Vidalia. Em settings, habilite a caixa “I use a proxy to access the internet”. Em http proxy coloque “172.16.16.153″, porta 3128.

Habilite a caixa “Use this proxy for HTTPS also”.

Habilite a caixa “My firewall blablabla…” e deixe na caixa assim: “80,443″, sem as aspas.

Em sharing, deixe a opção “Run as client only”. Salve tudo e feche.

Na tela principal do vidalia, dê um “Stop TOR” e inicie de novo. No botão “view the network” dá pra escolher um servidor geograficamente mais próximo. Os com 3 tijolinhos são os melhores. Dê dois clique pro TOR tentar conectar neles. Quando a cebola estiver amarela, é pq ele não conseguiu conectar a nenhum, mas está procurando. Se a cebola ficar verde, é pq tá funcionando. Nas primeiras vezes pode demorar porque ele fica localizando servidores.

 O Vidalia funciona no endereço 127.0.0.1, porta 8118 para protocolo HTTP e na porta 9051 pra SOCKs.

 MSN com UltraSurf & Vidalia Bundle: O MSN busca as configurações do IExplore. Isso significa que o UltraSurf já resolve metade dos problemas.

Pra garantir que funcione 100%, basta ir em ferramentas, opções, conexão, config. avançadas.

Com o vidalia rodando, deixe o campo SOCKS 127.0.0.1, porta 9051.

Se o UltraSurf estiver ativo, deve aparecer embaixo, em HTTP, 127.0.0.1, porta 9666. Se não estiver assim, reinicie o MSN.

A Força!

10/03/2009 Tuor 1 comentário

Essa é para os nerdões de plantão que curtem um StarWars… (se for usar o texto, cite a fonte!)

O lado negro

Microsoft, ou “lado negro”: é um nome dado à força, quando canalizada com um propósito vil e ameaçador.

DOS, ou “Darth OS”: foi o primeiro jedi a rebelar-se e declarar-se abertamente contra a lógica e razoabilidade. Darth OS foi em tempos um dos protótipos de sistemas operacionais mais bem sucedidos, mas a inveja cegou-o e ele se vendeu para a microsoft. Desde então tentou desmoralizar os mestres jedi Unics e Lisa, mas foi vencido pelo pupilo de Lisa, Mac Classic.

Windows 95, 98, ME, ou “Darth Millenium”: Foi um mestre sith que descobriu o caminho da imortalidade através do controle do mercado galático. Foi assassinado durante o sono pelo seu pupilo, Darth Ruindows.

Windows XP, ou “Darth Ruindows”: um antigo mestre sith que aprendeu com seu mestre como viver além do aceitável usando um poder oculto da Microsoft denominado “monopólio”. É o maior de sua ordem e acredita-se que está vivo e atuante na galáxia informática sob o pseudônimo de Windows XP SP3. Conta-se que seu antigo nome era Windows NT. Embora tenha sido muito parecido em tempos com Windows 95, na verdade eles não eram a mesma pessoa. Lord Ruindows, após matar Darth Millenium, seguiu os passos de Darth OS, e reuniu um exército de usuários que quase acabou com a ordem jedi da galáxia informática. Lord Ruindows é famoso por ter matado o jedi Amiga, do planeta Commodore, e por ter feito inúmeras tentativas de matar o mestre jedi Linux Óésse. Darth Ruindows é um grande duelista e engajou em alguns embates com Mac Óésse Dez, mas conseguiu fugir em todos os encontros, pois Mac Óésse Dez é um dos poucos capaz de enfrentar a habilidade do lorde negro.

Windows Vista, ou “Darth Vistas”: expulso da ordem jedi como sistema fracassado, Lord Vistas atentou contra a vida de seu mestre, Darth Ruindows, mas foi rechaçado e exilado da ordem dos sith. Seu paradeiro atual é desconhecido.

Office 2007, ou “Lord Office”: o lorde negro da loucura e da confusão. Lord Office é um cavaleiro sith que usa o lado negro para confundir os usuários, trocando seus botões e menus de lugares, salvando arquivos em formatos incompreensíveis e levando seus inimigos de mente fraca à total loucura. Lord Office matou seu mestre, Office 2003, como é comum entre os sith. Após a morte de 2003, Office 2007 aboliu as extensões do mestre e criou suas próprias regras de estruturar os dados, mais terríveis e perigosas que nunca. Embora não seja aceito na categoria de mestre dos sith e não receba o título de Darth, Lord Office é eventualmente convocado para a presença de Darth Ruindows, de quem parece obter grande prestígio.

Internet Explorer 6, ou “Darth Exploder, the VI”: Darth Exploder VI é um lorde negro misterioso e sombrio. Exploder era a princípio o nome de um planeta, totalmente corrompido pelo poder negro e destruído na guerra dos navegadores. O líder das seitas sith deste planeta recebia o mesmo nome. Sabe-se que Exploder VI subjugou o dark jedi Messenger e matou seu mestre Exploder V e a sede de poder o deixou cego, e por isso não compreende o CSS das web standards. Darth Exploder exterminou os jedis da ordem de Netscape, cujos dedicados sucessores, da ordem Firefox, hoje tentam desesperadamente abalar as estruturas de seu poder. Exploder possui um pupilo, Exploder, the VII; mas não sabe que Exploder VII aliou-se a Lord Vistas no seu curto período de ascensão ao poder e conseguiu a confiança de Lord Ruindows após a fuga de Vistas. Exploder VII ainda tem um pupilo, Darth Eightploder (cujo nome original era Explorer 8), que permanece oculto de quaisquer registros oficiais. Sabe-se apenas que Eightploder tentou alguns atentados infrutíferos contra os jedis da ordem de Firefox, sem muito sucesso.

A luz

Apple, ou “lado da luz”: é o nome dado à força quando canalizada com bons propósitos, altruísta e benéfica.

Unix ou Unics: Unics foi um dos jedis da primeira ordem galática. Ele postulou como a força deveria ser usada para suportar multitarefas e multiusuários. Essa habilidade difícil de dominar, no entanto, se perdeu por algum tempo, sobrevivendo com os seus pupilos que adotaram o nome do mestre como título da ordem jedi dos Unix. Um jedi dissidente (Linux) criou a ordem dos Linux; mas depois de alguns anos a ordem desses seguidores de Linux foi recebida novamente pela ordem jedi; pois seus propósitos nunca se desviaram da luz.

Xerox Alto: foi um renomado mestre jedi que descobriu como usar a força para criar uma interface gráfica. Alto deixou seu conhecimento como o maior legado dos jedis que vieram depois de seu tempo, reformando completamente a ordem jedi.

Lisa Office System ou Lisa: Lisa foi um mestre jedi que seguiu os ensinamentos de Alto num monitor horizontal. Mas Lisa sofreu um choque comercial e é lembrado como um dos poucos que abandonou expontâneamente a ordem jedi.

Mac OS, Macintosh Óésse Classic ou apenas Mac Classic: Mac Classic foi pupilo de Lisa. A retirada de Lisa da ordem jedi afetou Mac Classic, mas a ameaça de Darth OS o forçou a reagir e combatê-lo. Mac Classic conseguiu engajar com Darth OS em combate e vencê-lo, mas ficou muito tempo exilado quando Darth Ruindows quase exterminou a ordem jedi. Mac Classic morreu muito velho, mas completamente lúcido. E passou todos os seus conhecimentos para Mac Óésse Dez, seu pupilo e antigo padawan da ordem Unix.

Mac OS X, ou “Mac Óésse Dez”: Mac Óésse Dez, o Leopardo, é o mestre jedi mais atuante atualmente. Herdou de seu mestre, Mac Classic, o look & feel da Apple e estudou afundo o legado do Mestre Unics. Seu sabre-de-luz é de um kernel derivado do mach da antiga raça dos OpenStep chamado darwin e sua interface é o quartz. Já engajou em vários duelos com Darth Ruindows, mas nunca o conseguiu derrotar completamente. Foi apelidado de Leopardo após ter demonstrado que pode sobreviver em qualquer processador com robustez, velocidade e eficácia. O Leopardo retirou-se em meados de 2008 em busca de conhecimento. Dizem que em breve regressará com aplicativos muito mais rápidos e leves, e poderá duelar com a tecnologia 64k; os mais esperançosos crêem que esse será o fim do império de Darth Ruindows, que por mais que desapareça da galáxia, deixou marcas muito profundas na força.

Amiga: Amiga era um cavaleiro jedi do planeta Commodore, que foi destruído na guerra das interfaces. Amiga morreu em combate com o exército da federação IBM, por influência de Darth Ruindows; pois o povo de Commodore havia alcançado tecnologia para o primeiro disquete de 3 polegadas e meia e uma guerra nasceu das disputas comerciais da época. Sua coragem foi recordada por muitos anos por Mac Classic.

Linux OS, ou Linux Óésse: foi um jedi dissidente da ordem de Unix e montou a própria ordem dos Linux, seguindo o princípio do sistema gratuito. Reingressou na ordem jedi e foi muito perseguido por Darth Ruindows, mas hoje é mestre do conselho jedi e membro atuante da ordem.

Cavaleiros jedi da ordem de Netscape: Foram os pupilos do mestre Mozilla, exterminados em uma emboscada feita por Darth Exploder, the VI. Diz-se que o último mestre netscape quase caiu para o lado negro da força ao interpretar a semântica da web com o lado negro da força, mas conseguiu salvar-se tempo suficiente para refugiar-se entre os membros da ordem de Firefox, onde tinha um irmão. Antes de morrer, transmitiu sua missão de parar Exploder para os membros de Firefox.

Cavaleiros jedi da ordem de Firefox: São um segundo grupo de pupilos de Mozilla. Unificaram o conhecimento dos netscapes sobre o CSS e adotam uma política de semântica de código muito precisa e complexa. Sua missão é imobilizar Exploder VI e rastrear seus pupilos antes que mais desgraças aconteçam aos web standards.

Giancarlo Mariot (mariot.metal#gmail.com)

Vídeos no Linux.

Os fãs do vídeo no computador contam com opções legais para assistir vídeos no Linux, especialmente com o PC ligado na televisão. ss_reflect2

Um dos melhores players de vídeo do mercado, o XBMC veio do videogame Xbox (o primeiro console da Microsoft, não o atual Xbox 360), sendo traduzido para os principais sistemas operacionais do mercado.

Ele funciona como um gerenciador multimídia, catalogando o conteúdo na máquina e em drives de rede, com download automático de informações sobre filmes, seriados e músicas. É uma excelente opção para quem quer ligar o micro na TV, pois conta com uma interface simplificada, que pode ser comandada facilmente por um controle remoto ligado ao computador.

O programa ainda consegue encarar praticamente todos os formatos de áudio e vídeo, sem precisar instalar codecs no Ubuntu, além de também mostrar legendas em todos os padrões encontrados na internet.

O ponto fraco do XBMC é que ele não é um player para tocar um arquivo rapidamente. É preciso um pouco de configuração, como a definição das pastas onde estão os vídeos, escolha do script para download de informações dos arquivos, entre outros ajustes. Mas, bem configurado, o XBMC é um player que deixa qualquer um impressionado.

Ainda na linha de players de vídeo para micros ligados na TV, o Elisa é uma opção mais simples do que o XBMC. Ao contrário deste programa, o Elisa usa os drivers instalados no próprio Ubuntu, o que pode ser uma vantagem, já que o suporte próprio do XBMC costuma sobrecarregar processadores mais antigos. O Elisa também é mais fácil de configurar, detectando servidores de arquivos na rede e buscando vídeos no YouTube e outros sites assemelhados diretamente.

mais informações e download do XBMC

mais informações e download do Elisa

obs: vale lembrar que o XBMC está disponivel em varias plataformas não só para Linux.

DOS e arquivos BAT – Parte 1

18/10/2008 Tuor 2 comentários

Vamos falar sobre uma coisa que existe desde os primórdios dos SOs: Arquivos em lotes!
Vou falar, mais especificamente, sobre arquivos em lotes feitos no prompt do DOS.
Aqui no trabalho tenho como computador de testes um pc com windows xp professional. Meu prompt do DOS diz que é versão 5.1.2600, seilá se isso é bom ou não.

Acontece que, eventualmente, preciso automatizar alguma coisa no windows e esse SO não me dá recursos para fazer isso. No meu mac existe o Automator, que me ajuda a executar ações variadas em praticamente qualquer aspecto que eu necessite. Mas o windows não ajuda, então sou forçado a usar o DOS.

Mas esse post é um negócio prático; vamos começar fazendo testes no prompt!

Segure a tecla windows + r. Na janela que abrirá, digitemos assim:

cmd

Vai abrir a simpática janela preta do DOS. Ele te leva direto para o diretório de usuário. Eu acho isso aborrecido, então vamos limpar a tela:

cd\
cls

Pronto. Podemos começar.
Sabia que é possível escrever resultados dos comandos do DOS em arquivos com apenas um operador e um parâmetro? Vamos ver isso na prática.
Abra o seu explorer em c:, ou o drive que vc achar melhor. Eu usarei c: aqui.
Aliás, podemos fazer isso pelo prompt:

explorer c:

Maravilha. Continuemos:

echo teste

Você deve ter percebido que o comando echo escreve tudo o que vier depois na janela do prompt, certo? Então façamos isso:

echo amendoin > c:\teste.txt

Agora dê uma olhada na janela do explorer. “Que diabos é aquilo!?“, você me pergunta.. e eu respondo: “É o arquivo teste que você criou!” Se abri-lo verá escrito “amendoin” no corpo do texto. Tentemos escrever mais. Feche o arquivo e volte para a telinha do prompt:

echo repolho > c:\teste.txt

Se você abrir o arquivo agora, verá que “amendoin” foi sobrescrito por “repolho”.
E se quisermos amendoins e repolhos no mesmo arquivo? Então vamos fazer assim:

echo amendoin > c:\teste.txt
echo repolho >> c:\teste.txt

O operador “>>”, como você percebe, implementa o que já existe. Isso é, ele não vai substituir uma coisa por outra, mas vai só acrescentar!
Façamos alguns testes novos:

cls
dir > c:\teste.txt

Olhe o arquivo. Ali está o resultado do comando “dir”. Podemos fazer isso:

cls
echo Conteudo do meu c:!!!! > c:\teste.txt
echo. >> c:\teste.txt
dir >> c:\teste.txt

Percebe que “echo” seguido de ponto imprime uma linha em branco? Legal né?
Agora que tal nos aprofundarmos mais “programáticamente”? Vamos começar com algo simples: arquivos em lote simples que façam coisas simples. Depois arquivos em lotes que leiam variáveis.
Arquivos em lote, em inglês, são chamados de arquivos “batch”. No DOS, um arquivo em lote recebe a extensão “bat”. Assim, podemos salvar uma série de comandos usados com freqüência em um único lugar.
Já que estamos no DOS, façamos tudo em DOS. Digite o seguinte:

edit c:\mostradata.bat

Observe no explorer que o arquivo ainda não existe.
Você viu que abriu um editor com fundo azul. Este é o conteúdo de mostradata.bat.

Vamos fazer alguma coisa aqui. Digite o seguinte:

cls
echo.
echo Data atual:
echo %date%
echo.
echo.
pause

Agora pressione Alt+A e escolha S para salvar. Agora você vê o iconezinho em bat no explorer, ou seja, ele existe.
Dê um Alt+A e escolha R para sair daí.
Agora que você está novamente na telinha escura do DOS, dê um cls para limpar a tela e digite:

mostradata

Bom, o que aconteceu aqui é uma sucessão de bizarrices, certo?
Deve ter aparecido algo assim:

C:\>echo.

C:\>echo Data atual:
Data atual:
C:\>echo 17/10/2008
17/10/2008
C:\>echo.

C:\>echo.

C:\>pause
Pressione qualquer tecla para continuar. . .

Percebe como os comandos escritos no bat foram executados como se tivessem sido escritos no prompt?
Algo precisa ser feito! Digite…

edit c:\mostradata.bat

…ou apenas use a seta para cima para achar esse comando no histórico.

Na primeira linha do BAT, antes do primeiro echo, digite o seguinte:

@echo off

Salve, saia do editor e execute de novo.

Agora sim! Os comandos desapareceram e a data foi escrita corretamente! Parabéns, você escreveu um arquivo BAT!

@echo off é um comando usado para esconder os demais comandos. Você talvez tenha percebido que esse comando, no entanto, também não aparece. Isso não é uma coincidência, pois o que aconteceu foi que o arroba antes do comando esconde esse comando no DOS. Isso quer dizer que, se você quiser, pode escrever todo o arquivo bat com arrobas na frente. Claro que é muito pouco prático, para não dizer idiota.

%date% é uma variável do DOS que retorna o valor da data de acordo com os parâmetros do sistema. Nesse caso, meu sistema, que está em português, me deu o valor da data na formatação dd/mm/aaaa. Dependendo da distribuição do windows, essa formatação pode mudar. Mas não vamos nos aprofundar em datas por hoje, vamos continuar. Queremos agora passar um parâmetro. O que é isso, você se pergunta?
Leia e verás…
Vamos começar um novo bat. Agora ele vai te saudar de acordo com seu nome. Siga o modelo:

edit ola.bat

@echo off
cls
set nome=%1
echo.
echo Ola’%nome%!
echo Hoje e’%date%
echo.
pause

Salve e saia do editor.
Agora, se seu nome for, por exemplo, Gorgulho, digite o seguinte comando:

ola Gorgulho

Então. “Gorgulho” aqui nada mais é do que um parâmetro.
Dentro do bat o parâmetro passado é reconhecido pela ordem em que foi escrito.

Depois do nome do arquivo BAT (“ola”), foi escrito o nome, que é o parâmetro 1 do código. Os parâmtros são identificados dentro do bat através do símbolo de porcentagem, assim: %1, %2, %3, etc.
Nós fomos mais além e declaramos uma variável com o comando set. O nome da variável é nome. Note que era perfeitamente possível escrever o conteúdo do parâmetro 1 sem usar a variável nome, mas dar um nome para a variável é sempre válido, pois fica muito mais fácil entender o código.

Por hoje vamos parar aqui.
Semana que vem continuamos em um estágio mais avançado.

Portanto, na sua telinha do DOS, digite: exit.

Neste post você aprendeu:

1 – Executar o prompt;
2 – Editar arquivos no DOS;
3 – Limpar a tela do DOS;
4 – Criar um arquivo em lotes simples;
5 – Retornar uma variável com data;
6 – Imprimir textos através de BATs;
7 – Esconder comandos escritos em um arquivo BAT;
8 – Passar um parâmetro para um arquivo BAT;
9 – Declarar uma variável no DOS;
10 – Escrever, através de um BAT, o valor de uma variável.