Arquivar

Archive for the ‘Curiosidade’ Category

Flash CS4 e pontos de fuga?

Eu, sempre preocupado com o mundo Apple, acabo nunca postando nada no TI Developer, mas ontem fiz umas pesquisas interessantes com Flash e resolvi compartilhar com os nobres leitores deste nobre blog.

Esse é um exemplo de um workflow de duas horas de trabalho com Flash CS4. Não funciona em CS3, nem pense nisso!

Ontem me deparei com uma situação interessante: a empresa onde trabalho está fazendo um layout mais arrojado para um desses sites cheios de flash e um dos recursos do layout envolve um quadrado que gira em torno do próprio eixo. Um lado do quadrado mostra um conteúdo, e outro lado mostra outro conteúdo. Simples, não? Não.
Um programador que trabalha comigo resolveu usar o Papervision 3D. A princípio ele fez 18 cubos com lateral 0. Os cubos eram idênticos a quadrados. A face da frente e a de trás possuiam um movieclip diferente cada. O efeito funcionou. Mas… (sempre tem um “mas”) o flash precisa renderizar quadro-a-quadro 18 cubos girando. Isso significa que o SWF ficou deveras pesadíssimo.

Como contornar isso? A primeira resolução foi acabar com essa folia de cubos. Cada “quadrado” tinha 4 faces inúteis e duas faces com movieclips quando poderíamos usar só uma. Acabar com esse POG deixou o negócio mais leve, mas ainda estava pesado demais para a web.

Então eu entrei na jogada. Por que usar Papervision? O flash CS4 já dá suporte a 3 dimensões. E girar uma droga dum quadradinho não deveria ser tão difícil! Girar 18 quadradinhos deveria dar no mesmo.
Eu sou um programador de ActionScript 2. Embora saiba programar em AS3, não gosto muito porque acho o AS3 muito enrolado com coisas óbvias. Mas enfim, resolvi fuçar os arquivos de ajuda atrás de uma solução mais simples.

Eis minha idéia:
Pegamos o conteúdo de cada face.
Criamos um MovieClip.
O MovieClip terá 2 quadros. Cada um vai comportar um dos dois conteúdos.
Quadrados são bidimensionais. Então sempre que girarmos o quadrado, poderemos nos deparar com 2 situações:
ou haverá um quadro em que ele ficará invisível ou, de um quadro para outro veremos uma e outra face, sem intermédios.
Justamente nessa mudança mudaremos do quadro 1 para o 2, dando a impressão que estamos vendo o verso do quadro, quando na verdade só vemos outro quadro. Entendeu? =D

Ok.. Você leu até aqui e não entendeu picas? Então vamos pôr a mão na massa e irás entender.

Estou usando Windows XP aqui no trabalho, então os atalhos de teclado aqui não valem para quem usa Mac, beleza?

Na maioria das vezes, quem usa mac só precisa trocar o [Ctrl] por [Command] e [Enter] por [Return]. Mas vá, se vc que lê isso tem flash, saberá se virar sozinho, certo?

1. Criando o MovieClip

Abri meu flash e criei um novo documento em AS3. Apertei [Ctrl+F8]. Dei o name de “bola”, type “MovieClip”. [Enter].
Apertei a tecla [R] do meu teclado para fazer um quadrado. No painel procurei o “fill and stroke” e deixei sem linhas, só preenchimento. Criei um retângulo. Cliquei depois nesse retângulo e deixei com H em -100, Y em -100 também, W em 200 e H em 200 também. Pronto. Um quadrado. Um quadrado chamado “bola”. “Quadrado” tem 8 letras. “Bola” tem 4 letras. Muito mais econômico.
Deixei meu quadrado vermelho “#FF0000″.
Então apertei [F6]. Meu quadro na linha do tempo foi duplicado. No quadro 2 deixei esse quadrado verde “#006600″.
Criei um novo layer na linha do tempo. Cliquei no quadro 1 desse novo layer, apertei [F9] e escrevi isso:

stop();

Pronto. Simples.

2. Posicionando o MovieClip

Voltei para o “Scene 1″. Apertei [Ctrl+L] para ver minha biblioteca e arrastei o MovieClip “bola” para o palco. Segurei [Ctrl+K]. Deixei a opção “To stage” acionada. Cliquei no MovieClip, apertei [Ctrl+Alt+2] e depois [Ctrl+Alt+5]. Agora meu quadrado está centralizado. Na janela properties eu instanciei ele como “bola”.
Criei um novo layer na linha do tempo. Cliquei no frame em branco desse layer. Apertei [F9] de novo. Agora… ActionScript!

3. Criando a animação

Primeiro vamos fuçar o método “Tween”.

Copiei e colei um código de animação e troquei o nome do MovieClip ali. Ficou assim:

import fl.transitions.*;
import fl.transitions.easing.*;

var t1:Tween=new Tween(bola,”x”,Regular.easeIn,0,100,2,true);

Vamos por partes então. Linhas 1 e 2 importam bibliotecas que vou usar no tween.
A linha 4 cria um objeto Tween. Ele vai incrementar a coordenada x do MovieClip chamado “bola”, de 0 a 100, em 2 segundos, usando uma suavização conhecida como “easeIn”. Ou seja, vai começar lento e terminar rápido.
Não quero esse ritmo, então trocarei por “None.easeNone”. Se eu der [Ctrl+Enter] eu verei meu quadrado percorrendo um certo espaço. Parece uma lesma.
Enfim… sei que posso usar qualquer propriedade do meu MovieClip na classe Tween. Vou substituir o “x” por “rotationY”, porque quero girá-lo. A propriedade “rotationY” usa o princípio de graus. Quero que meu quadrado vire ao contrário. Isso serão 180 graus. Então meu código ficou assim:

import fl.transitions.*;
import fl.transitions.easing.*;

var t1:Tween=new Tween(bola,”rotationY”,None.easeNone,0,180,2,true);

Girou! Aêê! Quem precisa de PaperVision pra fazer isso?
Continuemos. Eu preciso mudar a face do bagulho quando chegar a 90 graus. Para isso vou construir um listener. Não quero usar “onEnterFrame” porque fica lerdo e ocupa memória. Então vou fazer o listener sobre o Tween.

t1.addEventListener(TweenEvent.MOTION_CHANGE, teste);

Simples né? Não funciona, pois não existe a função “teste” ainda. Então criei uma função “teste”:

function teste(e:Event):void {
trace(1);
}

Pronto. Agora quando o quadrado girar receberei o valor “1″ no output. Isso serve para eu ver se o listener funciona direitinho.
Vamos fazer isso ficar mais útil e me informar a posição do quadrado.
Ao invés de:

trace(1);

vou usar

trace(e.target.obj.rotationY);

Veja que interessante: e.target aponta para meu Tween. “obj” é o objeto que o Tween está alterando, no caso, “bola”; e “rotationY” é propriedade de “bola”.
Agora posso mudar o quadro quando chegar em 90 graus. Meu código ficou assim:

import fl.transitions.*;
import fl.transitions.easing.*;

var t1:Tween=new Tween(bola,”rotationY”,None.easeNone,0,180,2,true);

t1.addEventListener(TweenEvent.MOTION_CHANGE, teste);

function teste(e:Event):void {
if (e.target.obj.rotationY>90) {
e.target.obj.gotoAndStop(2);
}
}

4. Corrigindo o ponto de fuga

Maravilha! Parece que mudou mesmo. Tudo certo? Então pronto.
Pronto nada. Tem um porém nessa coisa toda. Vamos mudar a posição desse MovieClip.
Ponho meu X em 434 e meu Y em 284. Agora vejamos. Percebe o que aconteceu? Não? Então vamos deixar mais lento.
Mude a linha 4 para ficar assim (olha o 5 ali):

var t1:Tween=new Tween(bola,”rotationY”,None.easeNone,0,180,5,true);

Agora execute de novo. Viu agora? O quadrado ficou verde antes dos 90 graus! Mas como isso!?
Muita calma nessa hora.
Em primeiro lugar o flash não mudou o quadro nem antes nem depois da hora que foi definida. Passou de 90 graus, é instantâneo. A pergunta não é “porque ele mudou antes dos 90 graus”, mas “por que os 90 graus não estão perpendiculares à ‘câmera’?”.
Simples: o Flash possui um ponto de fuga. Quando o MovieClip estava centralizado, o ponto de fuga ficava exatamente no meio do quadrado e ele mudava de cor exatamente no momento em que as face fica visível do lado oposto. Quando deslocamos o MovieClip para outro ponto no palco, o ponto de fuga mudou em relação a ele e a visão dos 90 graus mudou. Se você não entendeu isso, pegue uma carta de baralho e deixe-a na perpendicular até que ela pareça uma linha. Agora desloque o seu braço para a direita ou esquerda sem mudar a posição da carta em relação ao braço. Vê que uma face ficou mais visível né? Pois é. O flash simula perspectivas.

Meu POG falhou. Mas não desisto!
Pensando com meus botões concluí: deve existir um meio de mudar o ponto de fuga do movieclip!
E tem. Vamos lá:

Podemos declarar um objeto do tipo “PerspectiveProjection” (com p maiúsculo) e mudar o valor de seu “projectionCenter”.
O MovieClip ainda tem uma propriedade chamada “perspectiveProjection” (com p minúsculo). Se atribuirmos essa nova variável a seu resultado final, conseguimos mudar o ponto de fuga. Os novos valores serão o centro do objeto: as coordenadas x e y. Meu código ficou assim:

import fl.transitions.*;
import fl.transitions.easing.*;

var t1:Tween=new Tween(bola,”rotationY”,None.easeNone,0,180,5,true);

t1.addEventListener(TweenEvent.MOTION_CHANGE, teste);
var pp:PerspectiveProjection = new PerspectiveProjection();

function teste(e:Event):void {
pp.projectionCenter=new Point(e.target.obj.x,e.target.obj.y);
e.target.obj.transform.perspectiveProjection=pp;
if (e.target.obj.rotationY>90) {
e.target.obj.gotoAndStop(2);
}
}

Simples, apesar de tudo. Declarei uma variável, atribuí um valor e troquei uma propriedade. Só isso. Não se assuste com o tamanho do negócio, na verdade é só variáveis de nome grande, nada mais.

5. Corrigindo a inversão do MovieClip

Mas ainda não terminei. Preciso saber se meu MovieClip exibe o conteúdo corretamente.
Abrindo o MC “bola”, vou ao quadro 1 e ponho uma grande letra “R” no meio do quadrado. No quadro 2 eu ponho uma letra “K”.

Executando… Mas que diabos! A letra “K” inverteu!
É claro, eu girei o MC inteiro. Se houvesse só um quadro para ver, eu veria ele invertido, espelhado.
Eu pensei a princípio em fazer uma verificação do ângulo do quadrado e quando ele chegasse em 90 graus eu mudaria para -90 graus e terminaria em 0. Isso exigiria dois tweens diferentes. Mas tem uma solução muito mais simples. Vamos a ela:

No quadro 2, vou selecionar tudo. Quadrado e texto. Dou um [F8] para salvar como MovieClip. Ok. Voltano ao quadro 2… vamos dar um nome menos idiota a esse MC. Vou instanciá-lo como “mc”. Simples!
Agora dou um [F7] no quadro 2 do “Layer 2″. E agora [F9].
Escrevo assim ali:

this.mc.rotationY = 180;

Epa.. o quadrado verde foi pro outro lado. A solução também é simples. O “hotpoint” do MC está no topo, à esquerda. É só entrar no MC e alinhá-lo no meio.

Voilá.. um quadrado que gira e não ocupa muita memória e ainda funciona em todas as regiões do palco. =D

Divirtam-se com moderação.

How To Use Social Media To Get A Job.

Iae pessoal!
Esse post de hoje é sobre: Como usar as redes sociais para conseguir um emprego.

Descobri a um tempo atrás esse site e gostei muito. Como o nome do vídeo diz, ele ensina a você fazer coisas, por exemplo: cozinhar, arrumar computadores, escolher um novo corte para seu cabelo, conhecer pessoas e por ai vai.

Um fator contra o site é que todos os vídeos são narrados em inglês, mas também é bom pra quem está aprendendo inglês (dicas para você aprender inglês sozinho em:  Como aprender inglês sozinho?)

Nesse vídeo que estou postando pra vocês ele ensina a fazer sua rede social te ajudar a conseguir um emprego.

How To Use Social Media To Get A Job

Fonte: VideoJug.

Fibra óptica

22/09/2009 [nico] 1 comentário

Você (como eu) sempre quis saber como se produz um cabo de fibra óptica?

Bom o vídeo abaixo mostra passo a passo como é o processo de fabricação desses cabos, que já são realidade na maioria das capitais do Brasil.

PC’s em uso no País !

18/09/2009 [nico] 1 comentário

Alguma vez vc já se perguntou quantos computadores existem atualmente no Brasil ? Ou quanto sera que as empresas investem no setor de TI ?

Existe uma instituição que faz isso, o Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp), e este ano eles divulgaram a 20ª Pesquisa Anual da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Nessa pesquisa o Brasil atingiu 60 milhões de computadores em uso em maio deste ano, tanto no mercado corporativo quanto doméstico, sendo que ano passado a base ativa instalada era de 50 milhões de computadores.

Segundo a FGV eles mantém a previsão de que o número de computadores em uso no País deve chegar a 100 milhões ao longo de 2012, o que representará uma média de um computador para cada dois habitantes. Hoje essa média é de um computador para cada três habitantes.

A pesquisa tambem divulga o tipo do sistema operacional instalado nesses computadores, o windows está em 97% das estações de trabalho (a pesquisa não diz se são versões originais!). Já nos servidores o porcentual da plataforma da Microsoft é de 66%, e do Linux é de 19%, sendo que este subiu 1% em relação ao ano passado (muito poco, sera que é pq não precisa pagar para usar?).

fonte:  Estadão

5 razões porque Windows é melhor e Mac é uma porcaria.

Oh sim senhores, vocês leram certo.

Mas felicito em informar que não compartilho dessa opinião.

Hoje vi um vídeo no youtube com um título em inglês que quer dizer basicamente isso. Então me deu aquela coceira pra rever as razões que o figura pôs no vídeo.

O link está abaixo, quem quiser ler, divirta-se.

Razão #1: Preço.

“Todos sabem que é muito mais barato comprar um PC do que um Mac.”

Pra começo de conversa, vejo um erro pontual aí. Achei que o debate era “porque o windows é melhor que o mac”, e não “porque PCs são melhores que o mac”. Aliás, existe uma diferença crucial entre o conceito de windows, que é um sistema operacional e mac, que abreviação de “macintosh”, que é um computador, e portanto pressupõe hardware. Mas vamos voltar à razão #1.

Ok, então PCs são mais baratos. Isso é claro, é verdade, são mais baratos. Engraçado que ele não entra nas razões dos PCs serem mais baratos. São mais baratos porque são mais simples. São baratos porque o windows normalmente é pirata. Quando é original, também são mais baratos, mas porque normalmente a tecnologia usada é de segunda mão. Até a empresa top de linha dos PCs (na minha opinião), a Dell, vende mais barato. Mas um laptop da Dell tem a mesma cara de qualquer outro laptop convencional. O hardware é sem dúvida de qualidade, mas não existem recursos como o multi-touch ou até mesmo a ausência de gaveta para CD/DVD, sem falar que o hardware me parece sempre de certa forma “socado” de qualquer jeito em pouco espaço. Eu sei que os caras capricham, eu tenho um Dell e sempre achei genial a maneira como o hardware é organizado, mas convenhamos, a Apple faz melhor. Multitouch e ausência de gaveta são recursos padrão para um macbook. Os desktops são mais baratos porque são peças feitas por empresas diversas ao redor do mundo e ninguém se preocupa com economia de espaço em um desktop. As peças são colocadas no mesmo lugar e “adaptadas” para funcionar (são feitos vários drivers para o windows entender que diabos está acontecendo e podem haver muitas incompatibilidades). Tentem comprar um laptop da HP com windows vista e fazer downgrade para windows XP. Não dá pra encontrar os drivers! É um desespero! Isso sem falar do suporte. Compre um PC nas casas Bahia e tente pedir suporte! Vc tá ferrado, meu amigo. Se vc montar um PC “tunado”, quem vai dar suporte? Ninguém. Você fez o bagulho, o filho é seu.

Então.. concordo, PCs são mais baratos. Acho que a razão dos usuários de macs pagarem caro e não reclamarem é óbvia. Prezamos por qualidade, pagamos o suporte e atualizações automáticas, pagamos o sistema operacional mais poderoso do mundo e o melhor computador para rodá-lo. Não acho que seja injusto.

Razão #2: Customização / Modificação

“Construir a máquina dos seus sonhos, atualizar e customizar é muito mais fácil e barato com os PCs.”

Sou forçado a admitir que é mais fácil construir e atualizar um PC. Entretanto, acho uma inverdade que seja mais barato e acho falsa a idéia de que um mac não possa ser atualizado.

O mac foi feito para termos pronto. Para quê ficar construindo um computador? O melhor computador já está ali na mão! Ok ok, supondo que queiramos um computador mais parrudo que um mac, então por que não compramos servidores da Sun ou da IBM e jogamos umas placas de vídeo ali dentro? Dá na mesma. O preço é o mesmo. Podemos construir o computador dos sonhos e o que garante que seja mais barato?

A customização de um macintosh não é difícil se tivermos o mac certo. É difícil fazer upgrades no iMac e no Mac Mini porque são computadores que também visam usuários domésticos, sem habilidades para fazer upgrades. Os macbooks estão empatados com qualquer outro laptop do mercado, isso sem falar da facilidade de expansão de memória que acho que muitos laptops não têm. Quem tem essas habilidades técnicas provavelmente vai usar um Mac PRO. O Mac PRO usa um gabinete enorme, dá para pôr qualquer coisa ali dentro, desde que seja coisa boa e moderna, deve funcionar.

OBS: Novamente temos um problema de linguagem aqui. Estamos falando sobre PCs, não windows.

Razão #3: Softwares disponíveis

“Ao contrário do mac, o windows tem infinitas quantidades de software suportado.”

Acho essa razão um pouco descabida. Para começo de conversa é óbvio que não existem possibilidades “infinitas” de suporte. O windows nunca vai rodar o iPhoto, a não ser que a Apple resolva fazer assim. Isso é um exemplo bobo, mas demonstra a ineficácia do argumento.

É uma inverdade que o mac não possui muitos softwares suportados. Muito pelo contrário, o mac roda todos os softwares de windows, unix, linux e Mac OS. Porque o mac roda linux, roda windows e roda Mac OS, que já é uma edição do Unix compatível com linux. Podemos emular ou rodar nativamente. Nós escolhemos. Um PC convencional não roda aplicativos do Mac nem com reza braba (exceto se montar um hackintosh, mas isso é outra história).

Mas supondo que o figurão esteja se referindo ao sistema Mac OS X, é verdade que nosso leque de opções é menor. Mas e daí? Os softwares mais cotados, todos são compatíveis com Mac OS. Softwares da Adobe, da Corel, do Google e até da Microsoft. O Office 2008 para mac, diga-se de passagem, dá um banho bem dado no Office 2007 do windows; isso me deixa até intrigado.

É mentira que o Mac não possui os famosos “apps” e esse site é a prova disso.

Os maiores softwares de edição gráfica do mercado nasceram no Mac. Final Cut PRO está entre os melhores editores de vídeo, Maya está entre os melhores softwares de manipulação 3D, e os programadores não ficam para trás: o XCode está entre as mais completas ferramentas de programação já criadas, e o leopard vem com suporte nativo ao ruby, java, python, PHP e etc. Tem Apache e Mongrel já instalados e rodando. Isso porque não falei da concorrência, nem dos aplicativos gratuitos!

Falando em suporte, o suporte da Apple é completo. E o dos PCs?

Razão #4: Aparência

“Muita gente parece imaginar que os macs têm uma aparência melhor. Se você for uma dessas pessoas, lamento informar que você tem um tumor no cérebro ou é cego” (depois disso ele mostra uns PCs “tunados” e cheios de luzinhas para demonstrar como PCs são mais bonitos).

Velho, essa foi um tapa na orelha. O cara não manja nada de design.

O design proposto pela Apple não visa promover apenas “computadores bonitos” e cheios de luzinha. O design da Apple é um design útil acima de tudo. É a ciência de concatenar muita coisa em pouco espaço. O design da Apple não é apenas ilustrativo, é um orgulho para a comunidade de design porque não descarta a utilidade do design. A Apple conquistou muitos prêmios de design e criou muitos padrões para a tecnologia graças ao design.

A preocupação com o design é o que possibilitou a popularização do sistema operacional de interface gráfica. Isso me faz pensar por que diabos o autor do vídeo não prefere usar o DOS.

Graças à interface gráfica (que reconhecemos ser criação da Xerox), surgiu o mouse. Quem popularizou isso tudo? A Apple. Como? Desafiando padrões de design pertinentes na época.

Preciso lembrar das contribuições da Apple para o mundo dos mobiles? Porque antes do iPhone, houve o Newton. Foi graças ao newton que nasceu a PalmOne e sua série de produtos que mudou o mundo dos celulares e computadores de bolso. Posso estar errado, mas portabilidade também me parece uma questão de design de produto. Acho que a Apple, visto dessa maneira, está anos-luz à frente dos PCs “tunados” do vídeo.

Razão #5: Jogos!

(o vídeo mostra várias telas de vários jogos).

Sim, é verdade, os PCs têm mais jogos (e jogos legais) do que os macs. Mas, vou voltar pra um fato que mencionei lá em cima. O mac roda qualquer coisa para Unix, Linux, windows e Mac OS. Inclusive jogos.

É verdade, precisamos do windows para isso. Nem sempre, mas muitas vezes precisamos.

Mas isso também não é razão para acharmos que o Mac OS X não possui jogos. Porque possui. E jogos muito bons!

Vou dar alguns exemplos para ilustrar.

Ano passado eu consegui uma cópia de “Tomb Raider Anniversary Edition”. Ok, nem todo mundo gosta de Tomb Raider. Mas embora eu tenha jogado só o primeiro há uma década atrás e não tenha acompanhado os demais, eu gosto de ver a Lara Croft correndo pelas paredes ou pulando por aí com aquela roupinha sexy e prefiro isso do que ver soldados musculosos armados até os dentes e quebrando tudo. O jogo é um remake do primeiro e portanto ajogabilidade é meio antiga, mas foi adaptada e acho muito legal. Esse jogo está disponível para Mac OS e os gráficos são muito bons. As coisas mais distantes ficam embaçadas, quando a Lara entra na água, ela sai pingando e fica molhada por mais algum tempo, a água possui efeitos de imagem turva e se vê poeira no ar.

Os nerds que curtem RPG podem dar uma conferida em “Knights of the Old Republic” da série StarWars. Ele foi projetado para PCs, mas foi lançada uma modificação para rodar no Mac e não deixa nada a desejar. O jogo é relativamente antigo, mas é muito bom e funciona sem problemas.

Quem preferir RPG online, confira “World of Warcraft”. Roda muito bem no Mac OS. Aliás, estratégia tem boas opções. Podemos rodar Warcraft 3, Age of Empires 3 e até Age of Empires 2 (PowerPC e Intel, Mac OS 9 e 10), Age of Mithology e seilá o que mais.

Quem curte uma ação, confira qualquer jogo que use o engine Quake III ou posterior. Existe ainda uma pilha de jogos de tiro, aviação, corrida e várias outras coisas por aí. É só procurar.

A esmagadora maioria dos jogos multi-plataforma trabalham muito bem em rede com PCs. Os jogos da Blizzard ultimamente sempre vêm em uma versão para Mac OS.

Na dúvida, sempre teremos o Bootcamp. E os usuários de windows? Se um dia quiserem rodar um jogo exclusivo pra mac vão fazer como? Hackintosh? Até funciona, mas que trabalheira!

O fato é que o mac é um computador profissional. Neguem até a morte se quiserem, mas é esse o fato. Os efeitos que vemos no cinema na maioria são feitos em Macintosh, os filmes da PIXAR e suas concorrentes também. O Senhor dos Anéis teve muita renderização feita em Unix, mas todos os acabamentos foram feitos em Mac. O mac foi projetado para comportar da melhor maneira acessos múltiplos, sem parar, processos múltiplos, usando toda a capacidade dos núcleos do processador. O mac usa linguagens de programação inteligentíssimas, com compiladores extremamente eficientes. Os softwares de mac são robustos e muito mais leves (me refiro ao Snow Leopard). Enquanto os usuários de PCs se concentram em fazer disso um brinquedo, os usuários de mac compram videogames, que foram feitos pra isso.

Conclusão

Eu acho que o cara que fez esse vídeo e pensou nessas razões geniais para criticar os macs não entende picas de informática ou macintosh. Graças que ele não falou do desempenho do windows, pq aí sim eu ia surtar aqui.

Quem quiser ver o vídeo, confira aí abaixo:

Via: Branca de neve.